terça-feira, 3 de maio de 2011

COMERCIAL FUTEBOL CLUBE - parte 2

COMERCIAL FUTEBOL CLUBE
          Adorava ver o time do Comercial jogar e ver a alegria dos torcedores símbolos, como: João Moinha, Pilão e Sabido. O João Moinha era maneta no braço esquerdo, fruto de uma explosão de bomba no jogo de futebol. Dizem que ele estava com o rádio na mão direita e a tal bomba de 100 enorme na mão esquerda, na alegria incontrolável do gol do Comercial, ele acendeu a bomba e ...jogou o rádio ! Todos gritavam tentando alertá-lo mas não deu tempo. Resultado: maneta. O Comercial era um time de craques onde os grandes times de Maceió, como CRB, CSA, S. Domingos, Ferroviário e outros do interior,  como o AGA  e o ASA de Arapiraca ou mesmo o CSE de Palmeira dos Índios, suavam para ganhar de nosso time,  quase sempre saíam derrotados. O nosso Comercial, que meus olhos veem agora, tinha um terno bem amarelinho, igual a cor da Seleção Brasileira, chega brilhava ao sol, com calções azuis e meias brancas. Sempre o Evilásio, capitão do time,  ia à frente segurando a bola, com uma “sunga” preta aparecendo entre o calção e a camisa impecavelmente vestida. O time ia entrando em fila indiana e o Evilásio dava um chutão na bola pro alto. Tinha o goleiro Zé Martins ou o Zau, tinha os defensores como o grande Til,  o Zé Maria, zagueiro que nunca batia em ninguém, tirava a bola numa categoria impressionante, tinha também o Carlos Moreno, lateral, o Jacaré, com sua incrível habilidade de driblar e dá um toquinho de calcanhar para tráz; o Gaspar, grande e promissor craque, era o galã da meninas,  o Mata Sete, ponteiro direito habilidoso, era o nosso Jairzinho, o Ialdo, pequeneninho e rápido ponteiro esquerdo,  habilidosíssimo sempre cruzava a bola na cabeça do nosso centroavante, o “matador” Nino, centroavante de um chute indefensável. Além dos craques que jogavam no Comercial mas não eram da Viçosa, como: Canguru (feio de doer), Confeito (jogava prá torcida balas sortidas), Paranhos, o "tesourinha", disparado o melhor jogador que eu já ví jogar em Viçosa, mesmo com aquelas pernas tortas e o Zé Raimundo do CSA, futuro dentista,  que adorava fazer firulas para a platéia se deliciar. Uma vez, jogando pelo Comercial,  ele driblou meio time e depois sentou no chão e ficou fazendo embaixadinhas na bola. A torcida foi ao delírio. São lembranças maravilhosas. Uma pena que eu não tinha nascido quando meu pai foi um craque do Comercial. Um exímio cabeceador. Ele conta que a torcida apostava se aquele cruzamento iria virar um lindo gol de cabeça do Prof. Milton. Também com aquela testa!  Lembro dele jogando no time de veteranos, que tinha o nome de Milionários. O Roney jogava nesse time. Era uma comédia, porque a torcida pegava no pé dele e ele ficava dando banana prá ela. Quando pegava na bola, ele podia estar no meio do campo ou mesmo na entrada da área,  mas sempre corria prá direita, bem no cantinho prá cruzar na área. A torcida enlouquecia...

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